sexta-feira, 25 de maio de 2012

“Os Estados Unidos após a Primeira Guerra Mundial”


“Os Estados Unidos após a Primeira Guerra Mundial”

Depois da explosão tecnológica e a expansão do capitalismo incentivada pela Primeira Guerra Mundial, o pós-guerra apresentou um panorama crítico em termos econômicos, já que a segunda onda de globalização da economia “deu sinais de estagnação”. Esse contexto foi provocado pelo investimento das potências industriais em materiais bélicos que nutriram a guerra e com o fim dela houve uma mudança substancial no panorama da economia mundial. Os países Europeus passaram por um declínio no campo econômico e social, além de 13 milhões de pessoas que morreram durante a guerra, houve não só prejuízo pela falta de crescimento da produção e de natalidade, mas também o endividamento dos países beligerantes que tiveram de contrair empréstimos, ceder parte de suas reservas de ouro e desfazer-se de parte de seus investimentos no estrangeiro.

Todo esse grave quadro de crise e de decadência da Europa veio beneficiar aos Estados Unidos, que despontaram neste período como uma das mais poderosas potências mundiais. Um dos grandes fatores que colaboraram para a ascensão econômica dos Estados Unidos foi a sua posição de neutralidade durante boa parte da Primeira Guerra Mundial. Assim, puderam desenvolver sua produção agrícola e industrial, fornecendo seus produtos às potências européias envolvidas no conflito. Por outro lado, enquanto as potências européias estavam compenetradas no esforço de guerra, os Estados Unidos aproveitaram-se para suprir outros mercados mundiais, na Ásia e na América Latina.

 Terminada a Guerra, a Europa arrasada tornou-se um grande mercado dependente de exportações americanas. Possuindo aproximadamente a metade de todo o ouro que circulava nos mercados financeiros mundiais, os Estados Unidos projetavam-se como maior potência financeira mundial do pós-guerra.

Este país, destacou-se pelo desenvolvimento de novas tecnologias para atender as necessidades bélicas aumentando a produção industrial e a renda per capita no país. Essa situação, resultante da participação no primeiro conflito mundial, levou os Estados Unidos a viver na década de 1920, a chamada “era progressista”, que se caracterizou pela expansão econômica das classes médias, permitindo o aumento do padrão de vida.

A presença das tecnologias na vida das famílias americanas como novos produtos - eletrodomésticos, automóveis, energia elétrica, telefone, rádio aspirador, de pó - passaram a fazer parte do dia a dia das pessoas, mudando assim costumes e práticas em outras partes do mundo.

Os bens materiais não foram os únicos a propagar a expansão comercial norte-americana. O cinema falado (1927) .

Este período se define como o amerian way life, ou o jeito americano de viver relacionando a capacidade de consumir como o principal direito a cidadania, slogan que foi efetivado após a Segunda Guerra Mundial.

Este momento foi marcado por ser o norteador das bases sociais americanas , que seriam modelo cultural, política e econômica de muitos países do mundo.

Referências:


http://grabois.org.br/portal/cdm/revista.int.php?id_sessao=50&id_publicacao=184&id_indice=1414

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